Ferrão, António - Arte Portuguesa Contemporânea

S/ Título
Acrílico s/ tela
97 cm x 130 cm

S/ Título
òleo s/ tela
89 cm x 130 cm

Banco de Jardim
Óleo s/ tela
114 cm x 146 cm
2006

Town
Óleo s/ tela
89 cm x 130 cm
2006

Town look
Óleo s/ tela
89 cm x 130 cm
2006

S/Título (cavalo polo)
Óleo s/ tela
114 cm x 146 cm
2006

S/ Título (natureza morta)
Óleo s/ tela
60 cm x 91 cm
2006
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Uniforme na sua diversidade, a pintura de António Ferrão tem tanto de encanto imediato como de imposição para uma posterior mastigação inteligente das realidades que nos propõe. E estas, realidades quase sempre pertencentes a uma paisagem sentimental, são paisagens de alma, estados de espírito que tornaram forma, que vestiram corpos diferenciados todos eles personificando situações que são nossas, que são de todos, gestos, poses e atitudes que muitas vezes vemos e poucas vezes reparamos. E esse é um dos segredos do pintor: olhar não com os olhos de ver, mas com os olhos de reparar.
O outro segredo importante de Ferrão é o olhar da própria obra, como se existisse um movimento contrário ao olhar do pintor e, também, ao olhar de quem quer fruir a obra.
Muitos raros são os quadros onde, explícito ou implícito, esse olhar não existe. Umas vezes traduzindo inquietação ou ansiedade, outras vezes concentração, desespero ou abandono, outras ainda, ternura, mágoa, orgulho ou serenidade, os olhares dos quadros de Ferrão são o elo de uniformização da sua obra.
A diversidade existe particularmente na forma, e na forma de procurar coisas diferentes, atitude sempre louvável de quem não assenta naquilo que já fez e obteve sucesso, afinal o que seria, de todos nós, o caminho mais fácil.
Não é facilidade o tom maior deste pintor. A sua pintura atinge um elevado grau de simplicidade, aquilo que, quer na arte, quer na vida, é muito difícil de conseguir. E quando um produtor de arte começa a ser simples, é porque encontrou a porta de entrada para o que é verdadeiro.
Veja-se e pense-se esta pintura. Deixemo-nos interrogar por ela depois de a termos interrogado. Há nela um mundo que é o nosso concreto, definido, pertinente. Somos, dela, habitantes inconclusivos. Personagens que, nela, se reconhecem como quem se vê ao espelho. Cúmplices, através dela, do pintor que a cumpre como se de uma missão mágica se tratasse: a de dar aos outros instantâneos que nenhuma fotografia poderia revelar. A pintura é uma missão superior. E António Ferrão desempenha muito bem a missão que Deus, o artista supremo, lhe quis confiar.
Joaquim Pessoa, Janeiro de 2000
António Ferrão nasceu em Lisboa, em 1950. Em 1969 vai para Moçambique e é em Lourenço Marques que recebe a sua primeira aprendizagem na Pintura com os pintores José Pádua e António Quadros. De regresso a Lisboa tira o Curso de Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1986 e 1987 frequenta o Curso de Desenho e Pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes. Desde 1985 dedica-se exclusivamente à pintura, partilhando o atelier com o pintor Hélder Fernandes.
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4:22 PMAs obras dele são ótimas!
E parabéns pelo seu blógue, é o melhor blógue de artes plásticas que conheço. Sempre o visito.
1:27 PM
Meu caro:
Gostei muito do teu blogue. Vou por um link no meu, no artigo de Cezzane. parabens y gostaria da tua visita ao meu blogue.
ENSEÑ-ARTE
http://aprendersociales.blogspot.com
saludos desde Espanha
Juan Diego.
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