O SÉCULO PRODIGIOSO

A arte no século XX

Rousseau, Henri - Arte Naif

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005


Moi-même, portrait-paysage, 1890
Huile sur toile
143 x 110 cm
Prague, Narodni Galerie



Portrait de Pierre Loti, 1891
Huile sur toile
62 x 50 cm
Zürich, Kunsthaus Zürich



Le navire dans la tempête / Orage sur la mer, 1893
Huile sur toile
71 x 60 cm
Paris, Musée de l'Orangerie



L'enfant aux rochers, 1897
Huile sur toile
55,4 x 45,7 cm
Washington, National Gallery of Art



La Liberté invitant les artistes à prendre
part à la 22ème exposition des indépendants, 1906
Huile sur toile
175 x 118 cm
Tokyo, Musée National d'Art Moderne



Les flamants, 1907
Huile sur toile
114 x 163,3 cm
Collection privée



Le repas du lion, 1907
Huile sur toile
113,7 x 160 cm
New York, Metropolitan Museum of Art



Bords de l'Oise, 1908
Huile sur toile
46,2 x 56 cm
Northampton, Smith College Museum of Art



Vue de Malakoff, 1908
Huile sur toile
46 x 55 cm
Berne, Collection privée



Les joueurs de football - 1908
Huile sur toile
100,5 x 80,3 cm
New York, Guggenheim Museum



Le rêve, 1910
Huile sur toile
204,5 x 298,5 cm
New York, Museum of Modern Art



Nègre attaqué par un jaguar, 1910
Huile sur toile
116 x 162,5 cm
Bâle, Kunstmuseum



Cheval attaqué par un jaguar, 1910
Huile sur toile
89 x 116 cm
Moscou, Musée Pouchki


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Um cavalo é atacado por um jaguar dentro de uma fantástica floresta tropical, pintada com cores vivas e contrastantes. O estilo linear e decorativo e a falta de perspectiva devem muito à arte gráfica, talvez reflectindo o seu emprego ocasional como pintor de letreiros. Apelidado de "Le Douanier" - devido ao seu emprego como fiscal aduaneiro -, Rousseau não recebeu qualquer formação artística, aproveitando o seu dia de folga, o domingo, para pintar. No entanto, contribuiu de forma singular para a arte vanguardista e o seu estilo ilustrativo antecipa a Arte Pop dos anos 60 do século passado. A sua visão naif foi, a princípio, ridicularizada pelo mundo da arte, mas acabou por ser apreciado por Picasso e pelo poeta Guillaume Apollinaire. Em 1908, Picasso deu um jantar no seu estúdio em honra de Rousseau, um acontecimento que o ajudou a estabelecer-se como um símbolo do interesse sofisticado na arte pseudo-primitiva. Henri Rousseau nasceu em Laval, na França em 1844 e morreu em Paris em 1910.
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Rousseau, Henri - Arte Naif



Moi-même, portrait-paysage, 1890
Huile sur toile
143 x 110 cm
Prague, Narodni Galerie



Portrait de Pierre Loti, 1891
Huile sur toile
62 x 50 cm
Zürich, Kunsthaus Zürich



Le navire dans la tempête / Orage sur la mer, 1893
Huile sur toile
71 x 60 cm
Paris, Musée de l'Orangerie



L'enfant aux rochers, 1897
Huile sur toile
55,4 x 45,7 cm
Washington, National Gallery of Art



La Liberté invitant les artistes à prendre
part à la 22ème exposition des indépendants, 1906
Huile sur toile
175 x 118 cm
Tokyo, Musée National d'Art Moderne



Les flamants, 1907
Huile sur toile
114 x 163,3 cm
Collection privée



Le repas du lion, 1907
Huile sur toile
113,7 x 160 cm
New York, Metropolitan Museum of Art



Bords de l'Oise, 1908
Huile sur toile
46,2 x 56 cm
Northampton, Smith College Museum of Art



Vue de Malakoff, 1908
Huile sur toile
46 x 55 cm
Berne, Collection privée



Les joueurs de football - 1908
Huile sur toile
100,5 x 80,3 cm
New York, Guggenheim Museum



Le rêve, 1910
Huile sur toile
204,5 x 298,5 cm
New York, Museum of Modern Art



Nègre attaqué par un jaguar, 1910
Huile sur toile
116 x 162,5 cm
Bâle, Kunstmuseum



Cheval attaqué par un jaguar, 1910
Huile sur toile
89 x 116 cm
Moscou, Musée Pouchki


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Um cavalo é atacado por um jaguar dentro de uma fantástica floresta tropical, pintada com cores vivas e contrastantes. O estilo linear e decorativo e a falta de perspectiva devem muito à arte gráfica, talvez reflectindo o seu emprego ocasional como pintor de letreiros. Apelidado de "Le Douanier" - devido ao seu emprego como fiscal aduaneiro -, Rousseau não recebeu qualquer formação artística, aproveitando o seu dia de folga, o domingo, para pintar. No entanto, contribuiu de forma singular para a arte vanguardista e o seu estilo ilustrativo antecipa a Arte Pop dos anos 60 do século passado. A sua visão naif foi, a princípio, ridicularizada pelo mundo da arte, mas acabou por ser apreciado por Picasso e pelo poeta Guillaume Apollinaire. Em 1908, Picasso deu um jantar no seu estúdio em honra de Rousseau, um acontecimento que o ajudou a estabelecer-se como um símbolo do interesse sofisticado na arte pseudo-primitiva. Henri Rousseau nasceu em Laval, na França em 1844 e morreu em Paris em 1910.
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Benton, Thomas Hart - Figurativo Regionalista

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005


Slaves - 1924–27
Oil on cotton duck mounted on board
66 7/16 x 72 3/8 x 1 7/16 in. (168.8 x 183.8 x 3.7 cm)
Terra Foundation for American Art, Chicago



Martha's Vineyard - 1925
Oil on canvas
22x 24 in.
Corcoran Gallery of Art, Washington D.C.



Boomtown - 1927-1928
Oil on canvas
46 1/8 in. x 54 1/4 in. (117.16 cm x 137.8 cm)
Art Gallery of the University of Rochester, New York




Steel, from the America Today Murals - 1930



Going Home - 1934
Oil on panel
Thyssen-Bornemisza Museum, Madrid



Approaching Storm - 1938
lithograph
National Gallery of Art, Washington D.C.



The Ballad of the Jealous Lover of Lone Green Valley - 1939
Oil and tempra on canvas
107.3 x 135.2 cm.
Spencer Museum of Art at the University of Kansas



Weighing Cotton - 1939
Oil and tempera on canvas mounted on wood panel
32 1/16 x 39 1/2 in. (81.4 x 100.3 cm)
Yale University Art Gallery, New Haven, Connecticut



Feeding the Trappers - 1944
Watercolor
Museum of Nebraska Art at the University of Nebraska




Desert Artist - 1962
oil paint on canvas
40 x 32 in.
Kemper Museum of Contemporary Art, Kansas City, Missouri



Trail Riders - 1964/1965
Oil on canvas
142.6 x 188 cm (56 1/8 x 74 in.)
National Gallery of Art, Washington D.C.


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Trabalhadores, máquinas, metal incandescente foram pintados com cores intensas no detalhe do mural que se mostra com o nome de "Steel". Variadas cenas como esta foram reunidas para criar um panorama da experiência caótica da vida da América. Este mural faz parte de uma série intitulada A América Hoje (America Today) e foi concebida para a New School of Social Research, em Nova Iorque. Benton nasceu no Missouri em 1889 e começou a sua carreira como cartoonista. Tal como outros artistas de esquerda dos anos 30, rejeitava a abstracção, preferindo trabalhar num estilo figurativo, expressando ideias claras às pessoas comuns. Tendo acabado por se cansar da vida nava-iorquina, Benton regressou ao Missouri em 1935 e tornou-se lider de um grupo de artistas conhecido como "regionalistas", que abordavam aspectos da vida das populações da América rural do Centro-Oeste - os seus passatempos, divertimentos e quotidiano. Benton morreu em 1975, no Missouri.
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Salgado. Sebastião - Fotografia

Domingo, Dezembro 18, 2005




























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O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado é um dos repórteres fotográficos contemporâneos mais respeitados no mundp. Salgado, que foi nomeado Representante Especial da Unicef em 3 de Abril de 2001, dedicou-se a fotografar as vidas dos deserdados do mundo. Esse trabalho está documentado em 10 livros e muitas exposições que lhe valeram a maioria dos prémios de fotografia em todo o mundo. "Desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.", comenta Sebastião Salgado. "Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bem materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo."
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Natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Sebastião Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito filhos. Estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar os seus estudos para o doutoramento em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973. Depois de pedir emprestada a câmera da sua mulher, Lélia, para uma viagem a África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Eleito membro da Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, permaneceu na organização de 1979 a 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara espanhol, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a dedicar-se a projectos de documentários mais elaborados e pessoais. Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado foi a pé a povoados remotos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição Outras Américas (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e de seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, na África. Na viagem produziu Sahel: O Homem em Pânico (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez Trabalhadores (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de retirantes, refugiados e migrantes de 41 países.
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Fotógrafo reconhecido internacionalmente e adepto da tradição da "fotografia engajada", Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazónia, que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado mora actualmente em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado, autora do projecto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos.
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